Trata-se de unidade de conservação de proteção integral situada no município de Ribeirão Preto Estado de São Paulo, que possui área de 154,15 hectares e foi criada “com a finalidade de proteção ao ambiente natural, realização de pesquisas básicas e aplicadas e desenvolvimento de programa de educação conservacionista.” (Artigo 1º do Decreto nº 22.691, de 13 de setembro de 1.984.
Alguns textos afirmam ser de 181 hectares a área total da Estação Ecológica de Ribeirão Preto, mas, na verdade, há uma área de mata nativa de 27 hectares contígua à da ESEC que faz parte de uma propriedade particular. O conjunto formado pelas duas áreas, pública e privada, é conhecido em Ribeirão Preto como MATA DE SANTA TEREZA.
A Mata de Santa Tereza é um dos maiores fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual de Ribeirão Preto, possuindo espécies como jequitibás, perobas-rosa, jatobás, jacarandás-paulista, cedros, faveiros, monjoleiros e outras. Seu maior problema é que está inserida na Zona de Expansão Urbana do município e sofre fortes pressões antrópicas. Exemplo disso é que o fragmento é atravessado por uma estrada municipal não pavimentada que o divide em duas partes, a pública e a privada acima referidas.
Segundo o Plano de Manejo da U.C., a Mata de Santa Tereza é considerada ‴o fragmento de maior riqueza em espécies e entre aqueles com maior Valor de Conservação para Ribeirão Preto. A EE já tinha em seus registros um inventário de 212 espécies vegetais. Durante a realização dos estudos para elaboração deste Plano de Manejo foram catalogadas outras 67 espécies nativas e quatro exóticas ainda não registradas na Estação Ecológica, totalizando 283 espécies incluindo todos os hábitos de vida: árvore, arbusto, epífita, feto arborescente, herbácea, liana, palmeira, parasita e taquara.
No tocante a fauna, ‴Os estudos para o Plano de Manejo registraram a ocorrência de 5 espécies de mamíferos e 104 espécies de aves, por meio de dados primários e outras 4 espécies de mamíferos e 22 de aves, através de dados secundários. Dentre a avifauna, quatro espécies encontram-se em algum grau de ameaça: o papagaio-grego Amazona amazonica; o pica-pau-de-topete-vermelho, Campephilus melanoleucos; pipira-da-taoca, Eucometis penicillata e o taperá-do-buriti, Tachornis squamata. Além disso, a EERP apresenta populações de espécies pouco representadas no sistema paulista de UC, o balança-rabo-de-máscara Polioptila dumicola, comum na região, foi detectado em apenas duas UC no estado de São Paulo.‴
Não consta uma lista completa das espécies registradas na ESEC, mas, aqui e ali, ao longo do Plano de Manejo encontramos menção ao chorozinho-de-bico-comprido Herpsilochmus longirostris, ao chorozinho-de-chapéu-preto Herpsilochmus atricapillus, aos vite-vites Hylophilus spp., mais provavelmente o H. amaurocephalus, à fogo-apagou Columbina squammata e várias outras.
Como foi formada, eventos relevantes…
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